23/07/2020

Ataques com pornografia diminuem no PC, mas dobram vítimas em celulares

Ataques hackers que usam pornografia como isca diminuíram 40% no computador, porém, mais que dobraram no celular. A constatação é de um estudo da Kaspersky comparando os números de 2019 com os de 2018. Segundo o levantamento, a quantidade de vítimas no smartphone que clicaram em conteúdo adulto passaram de 19.699 e chegaram a 42.973 apenas no ano passado. Mesmo em queda, o número de usuários afetados no PC ainda foi de 106.928 em 2019.

Ao analisar o que os vírus instalados nos aparelhos fazem, a empresa identificou que vêm crescendo os casos de sextorsão com uso de informações íntimas retiradas de sites pornôs. Além disso, seguem em alta os ataques que visam roubar senhas de serviços premium de pornografia ou vazar imagens pessoais.

O uso de pornografia como vetor de ataques é antigo, mas os especialistas da empresa de segurança percebem que os criminosos vêm adotando técnicas cada vez mais sofisticadas. Vírus disfarçados de vídeos ou apps para Android, por exemplo, foram flagrados em menor quantidade, mas com maior alcance de usuários.

A pesquisa aponta que 70% dos principais ataques usaram programas de publicidade para atrair vítimas. Soluções maliciosas do tipo redirecionam usuários para páginas de anúncio indesejadas e podem encorajar o download de um pacote perigoso no smartphone.

O principal aplicativo de anúncio foi AdWare.AndroidOS.Agent.f, responsável por um terço (35,18%) das detecções. De acordo com a Kaspersky, o app é geralmente distribuído por programas afiliados, que pagam para que seja instalado pelo usuário, induzindo a vítima a infectar o próprio aparelho.

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