06/05/2019

Olho vivo: Por Simorion Matos

EXPECTATIVA JUNINA
A prefeita Anna Lorena confirmou para esta quarta-feira, 8 de maio, o lançamento da programação oficial do São João de Monteiro 2019. A festa promete ser das melhores, com muitas inovações.
REFORÇO NA COMUNICAÇÃO
A Secretaria  de Comunicação do Município de Monteiro  confirmou que o  jornalista Chico Lobo está reforçando a equipe, formada agora  por Fred Menezes , Edglay Bezera, Fabio Brito,Inácio Sares  e Yhamirian.
O experiente jornalista estréia na sexta-feira no programa institucional da Prefeitura de Monteiro, às 13 horas,nas  rádios Monteiro FM  e Cidade de Sumé.
NOV FM
O sistema COREIO SAT deverá entregar brevemente à população de Monteiro e do Cariri  Paraibano a rádio CORREIO SAT, produto  da migração da radio Santa Maria AM para a freqüência modulada.
A Rádio Santa Maria foi inaugurada em 5 de maio de 1990.
MONTEIRENSE POESIA
Nos idos de 70 o prefeito Arnaldo Lafayette demoliu o correto da Praça João Pessoa, que era o ponto de encontro da boêmia monteirense e um dos lugares mais tradicionais da cidade. A tristeza na comunidade foi grande e o poeta Firmo Batista retratou em versos a reação popular, no mote QUANDO O CORETO CAIU.
Chorou Zinaldo Romão,
Bague, Fernando e Cici
Romero, Flávio e Sadi,
José Lucena e Bocão.
Adjar e Zé Grampão,
Um chorou, outro sentiu,
Argemiro quando viu,
Logo se emocionou
Todo este povo chorou
Quando o coreto caiu.
Paulo de Paizin Romão,
Peba e Luiz Marcelino,
Luizinho Virgulino,
Paulo Nunes, Cacetão,
Natanael e Barrão,
Pepê, chorando saiu,
E quando João Graxa viu
Com Pinincha se abraçou,
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Zé Morato, Zé Tempero,
Rú e Otávio Amador,
E Dóia, o vereador,
Serafim, o Bodegueiro,
Bebete e Biu sapateiro,
Dé Marcelino fugiu.
O pobre Mané Titiu,
Foi costurar, se furou
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Cláudio Leite, Zi Romão,
Jaime Gomes, Ferreirinha,
Zé Gomes e Antonio Rainha,
Dulirio, Luiz Cabeção.
Jota Quinca e Carretão,
Arnaldo Nunes mentiu,
Dizendo que em casa viu
Quando Bira desmaiou
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Léo de Silva Brito e Jú,
Dé de Juza e Severino,
Nezinho e até Silvino,
José do Foto e Tutu,
Temi, só faltava tu
Porém o povo exigiu,
Depois que você saiu,
Preço de cana baixou,
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Zé Torres, Bosco, Mazinho,
Jorge Duarte, Averaldo,
Geraldo e outro Geraldo,
Um caduco, outro branquinho,
Carlos Farias, Marinho,
Doncilio se escapuliu
Pedrosa Amador não viu,
Mas em Brasília sonhou,
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Almir e Joubert Ferreira,
Chico Cirilo e seu mano,
Novinho e José Baiano,
Mário e Antonio Pereira,
Aí seu Pedro Siqueira
Parou o Toyota e viu,
Quis sair, mas não saiu,
No volante desmaiou,
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Santo Barbosa, zangado,
Disse a seu Chico Batinga:
Neste Monteiro não vinga.
Prefeito do meu agrado
O coreto é derrubado,
Porém ninguém dá um piu,
Doutor Ageu construiu,
E Arnaldo derrubou,
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.
Pedro de Doutor Maninho,
Disse a Gaiamum de Zi,
Gaiamum disse a Didi,
Didi disse pra Carlinho,
Carlinho pra Romãozinho,
Dema contou a Bibiu,
Até Zé Pretinho ouviu,
Quando Humberto reclamou.
Todo este povo chorou,
Quando o coreto caiu.

  ©Flaviano Torres - Todos os direitos reservados.

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