26/05/2019

Curiosidade: História de Santa Rita de Cássia

A História de Santa Rita de Cássia ou Santa dos Impossíveis, como é geralmente conhecida a grande advogada dos aflitos, nasceu em Rocca Porena, perto de Cássia, na Itália, em 22 de maio de 1381. O curioso, que o falecimento de Rita em 1457, foi também, no dia 22 de maio.
Desde jovem, Rita tinha intenção de ser religiosa, mas seus pais, temendo que ela ficasse sozinha, resolveram casá-la com um jovem de família nobre, mas de temperamento excessivamente violento. Ela suportou pacientemente por 18 anos, até que seu marido foi assassinado pelos seus inimigos. Rita perdoou os assassinos, mas seus filhos, não! Despertava neles a vingança e, para não acontecer isso, Rita pediu que Deus os levasse, pois acreditava na ressurreição dos filhos. Assim, perdeu os filhos e Rita dedicou-se a Deus. Quis entrar para o Convento das religiosas Agostinianas de Cássia, mas naquela comunidade só podiam entrar virgens. Então, ela transformou sua casa num claustro, onde rezava as orações habituais das religiosas.
Em uma determinada noite, enquanto rezava, ouviu três batidas violentas em sua porta e uma voz lá de fora dizia: “Rita! Rita!”. Abriu a porta e viu três Santos, que rapidamente, a levaram ao convento onde havia sido negada três vezes. Os mensageiros fizeram-na entrar, apesar das portas fechadas, e deixaram Rita em um dos claustros e desapareceram. A superiora ficou fascinada com essa manifestação Divina e as religiosas decidiram por unanimidade que a viúva fosse recebida. Admitida noviça Rita começou a trabalhar para realizar seus desejos. Consagrou-se à oração e penitência, seu corpo foi seguidamente flagelado. Passava os dias a pão e água e noites sob vigília e oração.
Certo dia, pediu com extraordinário fervor, que um estigma de Jesus aparecesse para sentir a dor da redenção. Em uma visão, Rita recebeu um espinho cravado em sua testa. A chaga ficou por toda a vida e, ainda hoje, pode ser visto em sua cabeça conservada intacta com o resto do corpo.
Certa vez, uma parente foi visitá-la. Rita agradeceu a visita e, ao se despedir, pediu que lhe trouxesse algumas rosas do jardim. Como era inverno e não tinha rosas, pensaram que Rita estava delirando e sua visitante não ligou para seu pedido. Como, para voltar para casa, teria que passar pelo jardim, olhou e se surpreendeu ao contemplar quatro lindas rosas que se abriram entre os ramos secos. Admirada do prodígio, entrou no jardim, colheu as flores e as levou ao convento. Nesta época, Rita se encontrava muito doente.
No dia que Rita morreu, em 22 de maio de 1457, o sino do convento começou a tocar sozinho. Rita estava com 76 anos, e após a morte, sua ferida cicatrizou-se e o seu corpo começou a exalar um perfume de rosas. No lugar da ferida apareceu uma mancha vermelha, que exalava um perfume celestial e encantou a todos. Logo apareceu uma multidão para vê-la. Uma freira chamada Catarina Mancini, que tinha um braço paralítico, ao abraçar Rita em seu leito de morte, ficou curada. A notícia espalhou e, então, tiveram que levar seu corpo para a igreja, onde se encontra conservado e intacto até hoje, exalando suave perfume, que a todos impressiona.
Qualquer pessoa pode contemplá-la na Igreja do Convento de Cássia, dentro de um relicário de cristal. Depois de tantos anos, seus membros ainda têm flexibilidade e pela expressão do rosto, parece estar dormindo.
Santa Rita de Cássia foi beatificada no ano 1627, em Roma, pelo Papa Urbano Vlll. Sua canonização foi no ano de 1900, no dia 24 de maio, pelo Papa Leão Xlll e sua festa é comemorada no dia 22 de maio.
Fontes: cruzterrasanta.com.br, portaldasmissoes.com.br